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Parei de me candidatar a tudo e comecei a me candidatar a algo. O que mudou.
4 min de leitura
Durante um ano, alguém disse sim a qualquer vaga. Atendimento ao cliente, estoque, vendas, administração, “o que aparecer”. O currículo saía às dezenas. As respostas, quase nenhuma.
(É um relato composto: o padrão é real, a pessoa não é uma só.)
O cansaço estranho
O exaustivo não era a rejeição. Era outra coisa, mais difícil de nomear: o cansaço de não saber o que queria. Cada candidatura era um “tanto faz” disfarçado de esforço. E sustentar “tanto faz” todos os dias, durante meses, esvazia qualquer um.
O dia em que algo mudou
Não foi uma iluminação. Foi uma pergunta boba que alguém fez: “de tudo a que você se candidatou este mês, qual você teria adorado que te chamassem?”. E ela percebeu que não sabia. Não tinha ideia do que a movia. Tinha estado escolhendo no escuro por tanto tempo que já nem olhava.
E isso se parece com o que acontece com você quando passa meses mandando currículos sem se perguntar o que quer de verdade: não é que você não se esforce. É que está correndo sem saber para onde.
O que mudou quando ela começou a escolher
Menos candidaturas. Melhor escolhidas. Pela primeira vez conseguia responder “por que quero este emprego” sem inventar. Não foi mágico nem imediato, mas algo se organizou: parou de atirar às cegas e começou a mirar.
O seu primeiro “isto sim”
Você não precisa ter tudo resolvido para começar. Precisa de um primeiro “isto sim, isto não”. Uma pista de que tipo de coisas te atraem, para parar de escolher no escuro.
Não é o fim do caminho. É o primeiro passo para que o caminho deixe de ser uma parede na névoa.
Comece pelo seu primeiro 'isto sim': olhe com ordem que tipo de atividades te movem, em quinze minutos.
Começar pelo meu primeiro 'isto sim'Preguntas frecuentes
Esta história é real?
É um relato composto: junta situações que ouvimos muitas vezes de pessoas em busca de emprego. Não é uma pessoa específica, mas o padrão que descreve é real e frequente.
Candidatar-se a menos vagas não reduz minhas chances?
Não necessariamente. Candidatar-se a menos, mas melhor escolhidas, costuma render mais do que mandar o currículo para tudo: você chega a processos onde se encaixa e consegue defender por que quer a vaga.